TUGAZOMBI

cadáver semi-frio com cereja na terceira narina

terça-feira, março 21, 2006

19

tilinta o arco e a noite mera campânula
estrelas sobram atrás dos guindastes
sob o braço polar murcham lábios
como sujas palavras de sapatearem dentes

afio a agulha no pêndulo e costuro a casa
à febre estridente da última vinheta
alumiando ressonância indomável
tecto vulcânico à velocidade dum fósforo

e quando cintilam palpites a pulso
entrevejo-me inteiro redobrado
abrindo um bilhar de amoras
Porfírio Al Brandão
in episódios

9 Comments:

Blogger solitarylagoon said...

fevereiro..

2:59 da manhã  
Blogger paloma said...

......

3:23 da manhã  
Blogger seu amigo said...

abrindo um bilhar de amoras.
um bilhar de peredecedeiras amoras.
verdes, vermellas, mouradas ou quase negras.

3:39 da manhã  
Blogger Mendes Ferreira said...

Porfírio....
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quanto engano e quanta cor

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gosto do que escreves. pronto.

11:37 da manhã  
Blogger alice said...

querido amigo,

fico triste de encontrar aqui tão poucas visitas, sendo tu um dos meus poetas favoritos...
agradeço as tuas palavras aqui e as que deixas também em minha casa, pois têm muito valor para mim...
muito obrigada de coração
um beijinho,
alice

6:30 da tarde  
Blogger Alma said...

Que encanto!
Quando faz referência a "episódios", fico na dúvida, trata-se uma publicação, desculpe a minha ignorância.

Bjos

7:09 da tarde  
Blogger tecum said...

gosto.

aprecio sinestesias.

10:38 da tarde  
Blogger martim said...

muito bom, porfírio. episódios assim são avassaladores. abraço.

12:25 da manhã  
Blogger Mendes Ferreira said...

"avassalo-me"......mas isso tu já sabes.




beijo. de primavera. e obrigado pelo nenúfares.

12:41 da manhã  

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