TUGAZOMBI

cadáver semi-frio com cereja na terceira narina

quarta-feira, dezembro 28, 2005

2

ele vê-se a decifrar o arrojo sanguíneo – pensar
emergência do vermelho como
turbulência cerebral por fantasma estéril

e ele fala aos cães gemendo com um
em si adentro feroz cão negro

a esses que não teme fala de silêncio roedor
brusco inicia um retiro discursivo
pinga solidão intuitiva
verte violência muda
ginga entre balaústres do passado
aponta à esfera ladrares compulsivos

desce falando aos cães que o temem
gemendo sempre fugindo

do cão negro ainda em si dentro
Porfírio Al Brandão
in episódios

4 Comments:

Blogger solitarylagoon said...

dolor.. anuncio.. de anterior presencia del error..

1:15 da manhã  
Blogger Mendes Ferreira said...

p.o.r.f.i.r.i.o.

m.u.i.t.o...b.o.m.



b.e.i.j.o.

2:30 da tarde  
Blogger TMara said...

estes teus poemas têm múltiplos registos. densos. Bjocas doces

7:47 da tarde  
Blogger duenditanery said...

os cães sucumbem de noite enquanto os lobos murmuram.que depois de ouvido o canto, vêm as plumas e os bosques de cento e uma pérolas.

bji

10:38 da tarde  

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