TUGAZOMBI

cadáver semi-frio com cereja na terceira narina

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

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à luz ressurgem os cornos da bicicleta
e fico no que se camufla
pois retombam exageros de sangue
numa camisa às riscas
que a avó apertou ao peito
e beijou

aclareia-se-me a berma da estrada
pelo choro estilhaçado que o ranger comove
tal lasca de mundo ou folha granítica
intermitente de irmão a irmão
onde se desdobrou vida aos jorros
aliada ao musgo e à terra

presente ainda essa camisa
das nódoas só as dos beijos permanecem
e martelam
na minha cabeça
Porfírio Al Brandão
in episódios

8 Comments:

Blogger petitechine said...

beijo..

7:41 da manhã  
Blogger xavier said...

Culpa e sobrevivencia. Muito bom!

8:03 da manhã  
Blogger TMara said...

Há quem diga k apoesia n/ s ecomenta. Eu digo k às vezes não o sei fazer. Leio e sinto. Ok posso e como sei.
hoje tens prosa em 2 dos meus blogs: Estranhos dia e Balão....
bjocas e uma boa semana :)

9:52 da manhã  
Blogger Mendes Ferreira said...

guarda tb as nódoas do tempo de acreditar em coisas boas....:)


bom dia "miudo"...e namora bem!

10:24 da manhã  
Blogger paloma said...

uma rosa amarilla.. para você

10:38 da manhã  
Blogger martim said...

nem sempre descolamos da nossa dor. bom poema e abraço.

10:18 da tarde  
Blogger porfirio said...

olá a todos.

neste poema revivo um episódio caricato da minha infância: eu e o meu irmão mais velho fomos atropelados por uma bicicleta descontrolada, próximos da casa da nossa avó. íamos na berma da estrada junto a um muro e fomos surpreendidos. tirando o pirotecnismo sangrento do meu nariz que jorrava em pleno verão e benfiquizava a minha camisa (gostaram??), apenas o condutor da bicla (nosso amigo e vizinho) teve ferimentos a requererem cuidados. mas tudo acabou bem.

abraços

[e saio de cena]

11:58 da tarde  
Blogger TMara said...

boa semana. Bjs e ;)

9:34 da manhã  

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