TUGAZOMBI

cadáver semi-frio com cereja na terceira narina

quinta-feira, março 23, 2006

20

abranda hesita pára: a caveira perfumada
ir no ir que alcança o chão e em frente
o vidro não perdoa paredes por transparência
ir à procura do til à demão da língua
esconder a couraça num galanteio de mentol
até ao mil se apedreja com rebuçados
quem surfa ondas do etanol desparasitado

que o amor vem dos bolsos aprendeu
a mais ter o poder de tocar e correr
o fecho éclair do peito às vezes movediço
outras pista de dança delas no corropio
a não esticar para não romper os bolsos
tornar-se invertebrado pregado aos mamilos
numa interrupção voluntária de lucidez


Porfírio Al Brandão
in episódios

7 Comments:

Blogger alice said...

querido porfírio,

é para mim uma honra ser a primeira a deixar um beijinho na tua caixa do correio...

por favor, perdoa o atraso da visita, mas só hoje me foi possível vir ler-te com o carinho que me mereces...

quero agradecer todas as tuas palavras no meu blog, têm sido muito especiais e nem sei se mereço

desejo-te um bom fim de semana

um grande beijinho,

alice

12:04 da tarde  
Blogger Alma said...

Que ritmo bonito teve esta leitura!
Bom fim de semana, beijinhos.

9:18 da tarde  
Blogger martim said...

poesia vertebrada. abraço.

12:13 da manhã  
Blogger alice said...

e depois do último comentário, deixo ficar o derradeiro comentário...

até sempre...

felicidades!

beijinho,

alice

9:34 da manhã  
Blogger TMara said...

com essa da "(...)interrupção voluntáris da lucidez." me interrogas. Com o "(...)til à demão da língua(..)" me fascinas.
Bjs e ;) Bom domingo

11:27 da manhã  
Blogger duendenery said...

o amor dota-nos de corpo para sempre.bji

9:14 da tarde  
Blogger Mendes Ferreira said...

arrepios é comigo :) oh lucidez....


bom dia e beijo...

10:14 da manhã  

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