TUGAZOMBI

cadáver semi-frio com cereja na terceira narina

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

13

a vespa vem matar

asas nupciais às cócegas
quase me lancetam
a garganta

sou plas lâmpadas doidas
da negra água brotam poldras
teclas húmidas a serem esculpidas
por trutas fluorescentes

ninhos ardem à conta do gás venenoso
suspiro da mãe-hematoma
neste dia feliz

chega de encobrir pevides em vítrea lamela
da colossal gravidez
que é a língua

Porfírio Al Brandão
in episódios

7 Comments:

Blogger paloma said...

......................
para tua liberdade bastam minhas asas

1:49 da manhã  
Blogger martim said...

assim o fogo. abraço.

9:12 da manhã  
Blogger TMara said...

línga. gravidez....Coisas nunca antes pensadas. Bjs e ;)

11:03 da manhã  
Blogger TMara said...

bolas prás gralhas: língua!

11:03 da manhã  
Blogger petitechine said...

légère.. mais aujourd'hui, comme chaque jour, avec vous

12:02 da tarde  
Blogger xavier said...

excelente mas terrível. Amigo. Arrepiou-me a píel este poema onde o falante aparece como objeto de maléficos rituais.

12:20 da tarde  
Blogger Mendes Ferreira said...

chega. chega. chega.




bjo.

2:46 da tarde  

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