TUGAZOMBI

cadáver semi-frio com cereja na terceira narina

quinta-feira, abril 06, 2006

22

o escuro. inseguro ventila cartilagens
irós já não lhe mordem. rói unhas
noite-azia. horário fracturado
espreita o guarda-roupa de lucífer. e assobia
agora verme. tremem-lhe anéis intestinais
de abraçar o frio espera recompensa. cubos
jogo-de-pés. sentidos em borrão na face
pânico diluído por mirones. um pano
digere clones. ribalta metamórfica
em sintonia com os faróis. iró-de-prumo
conta 11. entra hidráulico no autocarro
Porfírio Al Brandão
in episódios

2 Comments:

Blogger Alma said...

A diferença marca a história, assim sinto estas palavras.
bjo:)

10:15 da manhã  
Blogger martim said...

hidráulico nem sempre. quanto ao poema, acho-o bom e inquietante, o que é positivo, no meu que é o teu sentido. abraço.

12:22 da manhã  

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