TUGAZOMBI

cadáver semi-frio com cereja na terceira narina

quinta-feira, agosto 24, 2006

Chirico (1917)
























aproveitando na boda o jardim d'espelhos para
o ensino da arte singular que é engolir
retoquemos a cobertura tóxica do bolo no centro
contráctil à música que varre as mesas
e sejamos feitos do brilho sujo da dança
da pobreza pura de relâmpagos faiscando contrastes
fragmentos de vídeo nesse sumo nauseado
demais o quanto sabemos que o é esta carne mutante
desmedida sempre e tanta saliva o comprova
sejamos par meu amor neste salão monstruoso
entre os que quebraram a flauta
sentindo os ratos-bisturi
a galgarem-nos coluna acima
para apodrecerem nos lábios digna pergunta:
beber-se-á na arena destilado suor
como chuva cozinhada na atmosfera?
dancemos apenas e a sós dancemos
como se jamais tropeçássemos na variz purulenta
pela qual medram os sapatos em cada lance rítmico
e substitui o miocárdio deste salão
pleno de carícias urticantes que lubrificam a janela
por onde entrará o rinoceronte de luz
farejando-nos os ossos

6 Comments:

Blogger Mendes Ferreira said...

...sapatos de lata....:)


AL....que bom voltar.te....ler.te.


dançar contigo. assim. aqui.

ao som da tua poesia máscula. diferente.

bem regressado.
"cisne de jade"....escreveste tu um dia.

beijos.

7:14 da manhã  
Blogger martim said...

felizmente regressado. abraço, amigo!

10:35 da tarde  
Blogger Mendes Ferreira said...

beijo-te.




:)

1:46 da manhã  
Blogger Maria P. said...

Aplausos para o regresso.

um beijo deixo.

10:15 da manhã  
Blogger Mendes Ferreira said...

bom dia flauta....de poeiras e sons únicos. os teus.



________________abraço.

8:02 da manhã  
Blogger duendenery said...

poema novo.bji

8:53 da tarde  

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